Profissionais desengajados jogam tudo para o ar.

Empresas de todos os setores estão sofrendo com uma epidemia global que atinge todos os países, indiscriminadamente, afetando a produtividade de maneira drástica. Uma pesquisa do instituto Gallup publicada há algumas semanas constatou que 87% dos profissionais não estão engajados em seus trabalhos ou, simplesmente, estão indiferentes a ele.

Isso significa que apenas 13% dos profissionais estão realmente interessados e dispostos a dar o seu melhor no trabalho. É assustador, mas não uma surpresa. Afinal, muitas pessoas encaram o trabalho como um mal necessário e não como algo que as torna melhores ou as faz se sentirem úteis. Esta realidade é tão preocupante que algumas empresas estão dedicando esforços realmente intensos na tentativa de reverter este quadro.

O impressionante é que existe quem consiga diminuir os impactos desta doença corporativa. “Algumas companhias descobriram como estabelecer conexões emocionais com seus empregados e criar um ambiente onde as pessoas amam seu trabalho”, explica Ed O’Boyle, consultor do Gallup. “Estas empresas entendem que engajar os trabalhadores proporciona lucros reais nos negócios”.

Por outro lado, por incrível que pareça, ainda vejo empresários e diretores de empresas que acreditam veementemente em táticas opressivas do tipo “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. Algumas destas empresas têm resultados econômicos expressivos e isso reforça para eles a ideia de que o modelo está funcionando. O que estes profissionais não estão percebendo é que o desengajamento leva à redução da produtividade, aumento da rotatividade e de custos gerados pela falta de atenção às atividades.

Investir em qualidade de vida no trabalho é investir em uma equipe comprometida e disposta a dedicar seus esforços na sua potencialidade máxima. É permitir que as pessoas sejam felizes enquanto trabalham em vez de acreditarem ser felizes somente nos finais de semana. É, em última instância, uma contribuição social para o bem-estar coletivo e para tornar a comunidade mais produtiva.

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